Primeiro que tudo, é preciso perguntar: o que faz uma banda ser boa? Se pensarmos bem, é preciso uma dose gigantesca de sorte para reunir quatro ou cinco (ou, quiçá, mais) indivíduos num estúdio, que saibam trabalhar bem em conjunto, trazendo toda a sua genialidade para bem do conjunto. Além dessa química, fará falta o brilhantismo de cada individualidade. O brilhantismo técnico e o brilhantismo de ideias. Se a ideia for boa, tem de ser bem concretizada.
Portanto, uma boa banda terá de ter guitarristas fenomenais (cada um à sua maneira), um baixista que saiba manter a banda unida em cada compasso, e um baterista que saiba adornar o ritmo com laivos de genialidade sem precedentes. E, embora seja necessária imensa sorte para conseguir reunir estes génios, a verdade é que vivemos num tempo em que isso acontece com alguma frequência. Podemos então dizer que há bandas geniais a tocar defronte dos nossos olhos e que temos a enorme honra de os poder apreciar.
Quanto a mim, há grupos absolutamente geniais. Se os nomeasse todos, ficaria aqui até ao fim de 2011. Mas escolho apenas quatro: Keane, Pearl Jam, Dream Theater e Muse. Os Keane, sendo compostos por apenas três músicos, não ficam a perder por serem poucos – como, aliás, os Muse. Tim Rice-Oxley traz toda a criatividade e concretiza-a de forma irrepreensível; Richard Hughes torna o ritmo simplista mas eficar; e Tom Chaplin transforma as melodias em hinos. Os Pearl Jam são a banda rock por excelência: Matt Cameron é um dos bateristas mais dotados da sua geração; Jeff Ament é o senhor responsável por manter o barco no rumo certo; Stone Gossard é capaz de transformar três acordes em músicas do mais sofisticado que já se fez; Mike McCready manda a casa abaixo com os seus solos fenomenais; e, Eddie Vedder, bom… Como descrevê-lo? A voz, as letras, as melodias… Praticamente tudo o que lhe sai da zona abaixo do cabelo é digno de magnífico registo. Os Dream Theater são puramente o fruto de uma fantástica educação musical de 6 ou 7 anos em Berkeley, aliados a muito trabalho em estúdio. Não há nada melhor que ouvi-los. Mas posso dizer que aquele grupo tem, para mim, o melhor guitarrista do mundo (John Petrucci), o melhor baixista (John Myung) e teve, até há bem pouco tempo, um dos melhores bateristas de sempre: Mike Portnoy.
Mas, quanto a mim, o galardão de melhor banda do mundo vai para os Muse, muito por culpa de um tal Matt Bellamy. Um simples prodígio. Aprendeu a tocar piano aos quatro anos, aprendeu a tocar guitarra aos 13, fundou os Muse (na altura ainda se chamavam Gothic Plague) com 15 e desde aí foi sempre a subir. Bellamy é, nem mais nem menos, compositor, letrista, guitarrista, pianista e vocalista dos Muse. Mas a banda não é um one-man-show. Nada seria possível sem o inovador Chris Wolstenholme e a criatividade simplista do baterista Dominic Howard.
Estas, para mim, são as melhores bandas do mundo. E para ti?
Depois da extinção dos míticos Pink Floyd ergueram-se muitas bandas produto da sua genialidade. É difícil distinguir uma banda transversal ao mundo do rock mas vou pegar num exemplo que não mencionaste: os Faith No More. Os Faith No More influenciaram de uma forma brutal a música rock mais pesada que se fez no final dos anos 90 e começo do novo milénio - E não digo que muitas tenham usado essa influência da melhor forma. Depois, se escutarmos muitas bandas ditas "indie" ou "alternativas", que entram mais em universos dançaveis, podemos ver que os Mr Bungle - por onde Mike Patton espalhava loucura - já nos anos 90 entravam em ondas que hoje em dia são familiares a muita gente que anda por aí de óculos de massa com orgulho! Mas ok, voltando atrás na conversa e focando-me no que interessa eu não nomearia bandas mas sim 4 nomes: Mike Patton, Maynard James Keenan, Trent Reznor e Josh Homme.
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